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Faculdades estão de olho em alunos da terceira idade

Faculdades estão de olho em alunos da terceira idade

É cada vez maior o número de Instituições de Ensino Superior que investem na captação e manutenção de alunos da chamada “terceira idade”. Em meio a crise que atravessa o ensino superior particular no Brasil, atrair um público mais velho pode aportar em mais qualidade na sala de aula e maior lucro para as IES. São inúmeras as vantagens. A primeira delas é o viés financeiro. Em Brasília, por exemplo, segundo dados da Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior (ABMES), o índice de inadimplência entre os alunos com mais de 60 anos é praticamente zero. Sem falar em outros fatores relevantes e sociais, como a rica troca de experiências entre os discentes e a sensível melhora na qualidade de vida dos alunos da terceira idade.

Confira o vídeo do jornalista em professor Joffre Melo:

Adaptação da IES

Instituições de ensino superior da capital do país já prestam um rico serviço à terceira idade. No DF, os alunos mais velhos recebem, gratuitamente, diversas atividades que beneficiam o corpo, a mente e as emoções. Capacitação para inclusão digital, atividade física, roda de conversa com apoio psicológico e alfabetização são apenas alguns exemplos de tarefas que estudantes de faculdades, centros universitários e universidades colocam em prática para proveito de idosos. Só que agora, são os próprios idosos que prestam serviços aos colegas de idade mais avançada.

Elevada expectativa de vida

Segundo números do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro em 2019 é de 73 anos, em média. Esse número tende a crescer ao longo do tempo. Sendo assim, a população da terceira idade se apresenta cada vez mais como público consumidor. “O mercado está atento, de modo geral, ao público idosos. Basta ver os produtos que são lançados, eletrônicos, por exemplo, voltados especificamente para essa parte da população. As faculdades também estão começando a buscar esse pessoal para tê-los como alunos”, aponta o sociólogo Luciano Alves, pesquisador do Instituto Mutuar, em Recife.

Facilidades na convivência

Já dizia Guimarães Rosa que “Mestre não é quem ensina, mas quem, de repente, aprende”. Outra coisa que aprendi, enquanto professor, foi que a troca de saberes é o que de fato propicia o aprendizado. Naturalmente, os alunos da terceira idade chegam à sala de aula com riquíssimas experiências de vida. Essa sabedoria natural trona a convivência entre alunos e professores, independentemente da idade, muito mais saudável. Portanto, senhores gestores de IES, em um cenário nebulosos, investir na atração de alunos da terceira idade pode e dever ser muito rentável, nos mais diversos sentidos, entre eles na imagem da sua instituição. Pense nisso.

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